terça-feira, 17 de março de 2009

A grande novidade: Media Cloud.

De alguns anos pra cá, muitos comunicólogos afirmam que a mídia precisa de uma reciclagem, de uma crítica coesa para fazer um “bom” jornalismo. Mas, com o advento da internet e consecutivamente da rapidez das informações, não havia formas para analisar todo esse complexo e mutante processo, e muitos menos saber o que estava sendo produzido pelos milhares de jornalistas em sites e até que ponto isso influenciava nas publicações dos blogs espalhados pela rede mundial. A notícia que tenho a dar: é que isso está prestes a mudar!
Como já virou um costume, sempre estou dando uma olhadinha no que o jornalista Carlos Castilho anda escrevendo no Observatório da Imprensa, principalmente por suas colocações pertinentes sobre o novo jornalismo (novas formas de apuração, jornalismo na web e etc.).
No dia 15 de março, ele publicou em seu blog uma super novidade. Um projeto acaba de ser lançado pelo Centro Berkman da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, tendo como intenção, monitorar como um mesmo fato ou processo é coberto pelos jornalistas de todo mundo.
“O projeto Media Cloud pretende ser um mega banco de dados destinado a ampliar de forma exponencial as possibilidades da observação crítica da imprensa ao dar aos pesquisadores e jornalistas elementos que permitirão ver a evolução das notícias ao longo do tempo, bem como comparar a agenda da imprensa com a dos weblogs e páginas web”, diz Carlos Castilho.
Usando robôs eletrônicos semelhantes aos do mecanismo de busca Google será feita uma captura do material publicado nas páginas Web de jornais, em blogs e nos sites noticiosos independentes. O projeto ainda está no início e por enquanto só está trabalhando com publicações em inglês, mas de acordo com os criadores do projeto, no futuro, poderá ser adaptado para outros idiomas.
Fiquei muito satisfeita com essa novidade. Isso indica inovação no campo jornalístico, novos campos simbólicos estão sendo criados, novos mecanismos para o jornalismo no século 21 estão surgindo – prova concreta que essa profissão não está desaparecendo. Como sempre imaginei estamos a alguns passos para reestruturar o que conhecemos hoje.

Mais informações no site : www.mediacloud.org

terça-feira, 10 de março de 2009

Aventureiros do jornalismo

Assistindo uma discussão na faculdade ontem, uma pergunta não parou de rondar a minha cabeça e tenho certeza que muitos dos meus colegas também ficaram com essas dúvidas. Com a área de jornalismo em crise, será que arrumarei um bom emprego?Quais aptidões terei que ter para entrar no mercado?
As taxas de desemprego nos Estados Unidos e consecutivamente no mundo foram desastrosas. Isso porque a sólida instituição jornalística vem, na era da internet perdendo a sua função. Como se os jornalistas tivessem perdido o “monopólio do poder da palavra, da notícia”. Já que qualquer pessoa pode gerar informações por meio de um blog, por exemplo.
Qual será o meu papel diante da nova sociedade digital?O que poderei fazer para o meu blog (uma futura jornalista) ser diferente de milhares do que estão na rede?
Deixando as interrogações de lado, percebi lendo alguns textos do Carlos Castilho- no Código Aberto, considero que os grades jornais e o seu profissional continuará existindo, mas de uma forma diferente da que conhecemos hoje. Porque o caráter lucrativo das empresas de comunicação está desaparecendo, dando cada vez mais espaço a produção colaborativa, na qual a troca de informações e uma notícia bem apurada tornam-se essenciais.
Como aventureiros do jornalismo temos que encontrar formas de novos modelos de cobertura jornalística e diferentes maneiras de nos infiltrar nesse mundo globalizado que nascemos. Reconstruindo o jornalismo, no qual prevaleça a qualidade da informação, nos distinguindo assim dos demais internautas. E, acredito que com muita determinação encontraremos respostas para todas essas perguntas que pertubam os jornalistas do século 21.

terça-feira, 3 de março de 2009

Empreendedorimo em alta

Muitos brasileiros, não sabem que seu país em nível de empreendedorismo está tão bem. E, temos que comemorar, pois as micro e pequenas empresas são os pilares de sustentação da economia brasileira e empregam cerca de 60% das pessoas economicamente ativas no Brasil.
Analisando o relatório brasileiro da Global Entrepreneurship Monitor 2007 nota-se melhor o panorama do empreendedorismo do Brasil em relação ao mundo. Nessa pesquisa, nosso país ficou em nono lugar entre 42 países envolvidos, elucidando bem o comportamento empreendedor do brasileiro. O Brasil, entre 2001 a 2007 apresentou uma evolução na sua atividade empreendedora, em cada 100 pessoas, cerca de 13 desenvolveram alguma atividade empreendedora em 2007.
O TEA – taxa de empreendedores em estágio inicial, brasileiro atingiu 12,72. Uma taxa bastante alta, se confrontado com a dos demais países. Uma comparação relevante pode ser feita com os países do G7, grupo das sete nações mais ricas do mundo. Na qual, esse grupo apresenta TEA média de 5,53, portanto para cada cidadão habitante do grupo G7 desempenhando alguma atividade empreendedora existem mais de dois brasileiros realizando alguma atividade da mesma natureza.
Avaliando os números dos países da América Latina que participaram da pesquisa, o Brasil fica na frente somente do Uruguai. Uma explicação para a taxa elevada do TEA dos países vizinhos seria uma economia menos complexa, colaborando assim para o empreendedorismo, já que lá faltam mais postos formais de trabalho. Além dessas economias serem movidas pelas commodities, que geram renda proporcionando a população maiores recursos disponíveis para começar uma atividade empreendedora.
O Brasil, também possui uma economia baseada nas commodities, mas a governo, temendo as taxas inflacionárias controla o crédito para a população em determinadas situações. E, diferentemente dos países vizinhos, nós temos um grande parque industrial com serviços bastante diversificados, sendo outro motivo para o Brasil ficar atrás dos países do nosso continente em questão de empreendedorismo.
Percebe-se que as atividades empreendedoras estão fortemente ligadas às características institucionais e demográficas, à cultura empreendedora e ao grau de bem estar econômico.
Os brasileiros têm que ficar atentos para aproveitar todas essas características favoráveis e ter um perfil empreendedor, não buscando somente por necessidade, mas sim com responsabilidade, buscando informações certas e precisas para não deixar sua empresa morrer na praia.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Frase Espetacular...

"A opinião deve ser publicitada sem a expectativa de ter idéias comungadas. O importante é expressar o pensamento respeitando as diferenças."


Navegando por um blog de um jornalista - Jorge Guerra, encontrei essa frase, e achei perfeita,pois retrata o objetivo do meu blog.
Não me contive e tive que publica-lá aqui!rs.

Ótima semana.