De alguns anos pra cá, muitos comunicólogos afirmam que a mídia precisa de uma reciclagem, de uma crítica coesa para fazer um “bom” jornalismo. Mas, com o advento da internet e consecutivamente da rapidez das informações, não havia formas para analisar todo esse complexo e mutante processo, e muitos menos saber o que estava sendo produzido pelos milhares de jornalistas em sites e até que ponto isso influenciava nas publicações dos blogs espalhados pela rede mundial. A notícia que tenho a dar: é que isso está prestes a mudar!
Como já virou um costume, sempre estou dando uma olhadinha no que o jornalista Carlos Castilho anda escrevendo no Observatório da Imprensa, principalmente por suas colocações pertinentes sobre o novo jornalismo (novas formas de apuração, jornalismo na web e etc.).
No dia 15 de março, ele publicou em seu blog uma super novidade. Um projeto acaba de ser lançado pelo Centro Berkman da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, tendo como intenção, monitorar como um mesmo fato ou processo é coberto pelos jornalistas de todo mundo.
“O projeto Media Cloud pretende ser um mega banco de dados destinado a ampliar de forma exponencial as possibilidades da observação crítica da imprensa ao dar aos pesquisadores e jornalistas elementos que permitirão ver a evolução das notícias ao longo do tempo, bem como comparar a agenda da imprensa com a dos weblogs e páginas web”, diz Carlos Castilho.
Usando robôs eletrônicos semelhantes aos do mecanismo de busca Google será feita uma captura do material publicado nas páginas Web de jornais, em blogs e nos sites noticiosos independentes. O projeto ainda está no início e por enquanto só está trabalhando com publicações em inglês, mas de acordo com os criadores do projeto, no futuro, poderá ser adaptado para outros idiomas.
Fiquei muito satisfeita com essa novidade. Isso indica inovação no campo jornalístico, novos campos simbólicos estão sendo criados, novos mecanismos para o jornalismo no século 21 estão surgindo – prova concreta que essa profissão não está desaparecendo. Como sempre imaginei estamos a alguns passos para reestruturar o que conhecemos hoje.
Mais informações no site : www.mediacloud.org
POR UMA DEFINIÇÃO AMPLIADA DO FASCISMO
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